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Mostrando postagens de junho, 2017
Comentário sobre o filme: " O homem ao lado" O filme conta uma estória comum, cotidiana. Um vizinho que resolve construir uma janela de frente para nada menos que a única obra de Le Corbusier em toda a América. A estória entra no domínio do conflito social e simbólico que perpassa pela vida dos personagens. A casa é toda permeada por rampas e vidros e no entanto, não parece ser convidativa às relações interpessoais. Isto aparece de maneira subliminar no filme, onde a filha do casal proprietário da casa, vive sempre isolada. De maneira também não evidente é produzido uma crítica social, onde os símbolos de uma classe l são escancarados no zelo pelo que parece representar à cultura de uma elite, letrada, intelectual e rica. Esta mesma classe social representada nas figuras de Leonardo e da família (donos da casa), discursa pela democracia e a leis, proclamam a igualdade de direitos mas vivem em privilégios e confortos variados, em um isolamento (uma bolha) social, desprezand...
Comentário sobre o texto: "Arquiteto sempre tem conceito, este é o problema" O texto em questão levanta algumas reflexões sobre a profissão do arquiteto. Qual deve ser o seu papel dentro da construção do espaço urbano e sua relação com os clientes. Ao posicionar o arquiteto dentro de um "campo discursivo e simbólico", demonstra a inadequação da profissão, nos atuais moldes, à auto construção, que pressupõe necessidades e soluções mais objetivas quanto ao uso e ao processo construtivo. Também demonstra que a lógica das decisões no projeto arquitetônico está muito mais imbuída da racionalização e dos preceitos  que o mercado e o discurso dominante exige do que das verdadeiras necessidades dos clientes. A Arquitetura enquanto instrumento de previsão do que deve ser, não leva em conta o "gosto das necessidades", ou a construção de acordo com demandas especificas dos usuários e suas possibilidades financeiras, ao contrário, estabelece um conceito que se so...