Comentário sobre o texto: "Arquiteto sempre tem conceito, este é o problema"
O texto em questão levanta algumas reflexões sobre a profissão do arquiteto. Qual deve ser o seu papel dentro da construção do espaço urbano e sua relação com os clientes. Ao posicionar o arquiteto dentro de um "campo discursivo e simbólico", demonstra a inadequação da profissão, nos atuais moldes, à auto construção, que pressupõe necessidades e soluções mais objetivas quanto ao uso e ao processo construtivo. Também demonstra que a lógica das decisões no projeto arquitetônico está muito mais imbuída da racionalização e dos preceitos que o mercado e o discurso dominante exige do que das verdadeiras necessidades dos clientes. A Arquitetura enquanto instrumento de previsão do que deve ser, não leva em conta o "gosto das necessidades", ou a construção de acordo com demandas especificas dos usuários e suas possibilidades financeiras, ao contrário, estabelece um conceito que se sobrepõe a realidade e distancia o arquiteto (com seu habitus de classe) da perspectiva não extraordinária que tem o cliente. Este quer um lugar para morar, que viabilize sua forma de viver e que seja acessível economicamente. Portanto, a tarefa do arquiteto deve ser pensar espaços que estabeleçam uma conexão com hábitos e perspectivas de maneira integradora com os usuários, para além do desenho e do seu leque estilístico, Assim, ele pode se comunicar com outro modos operandi e outras noções de morar e habitar, longe da esfera glamourosa atribuída à profissão.
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