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Comentário texto do Adolfo Loos e Pierre Bourdieu. Sobre o texto do Adolf Loos, primeiramente me veio a ideia já consolidada de que o espaço de morar, de viver a vida cotidiana e toda sua afetividade, não pode de maneira nenhuma ser refém de conceitos estéticos individuais ou de matrizes de pensamento artístico. Apesar destes discursos influenciarem as escolhas de muitos moradores e fazerem parte de uma intersubjetividade, eles estão dentro de limites muito maiores que os da vivencia privada, da casa, do lar.  Neste ponto, focamos a outra parte do texto que estabelece o “princípio do revestimento”. A arquitetura, mesmo que busque o belo, deve existir antes de tudo para solucionar problemas técnicos e materiais, e estes que, originalmente resolveram os problemas, parecem mais adequados do que sua própria imitação. O homem se sente mais em “casa” quando as coisas se revelam como são. A imitação, a arquitetura do sucedâneo, parece estar mais inserida em uma lógica de mercado indust...
Comentário sobre texto “Cirurgia das Casas” O texto é extremamente elucidativo sobre muitas coisas reais e cotidianas. Além disso, instrui à muitos de nós, aspirantes a arquitetos, como tornar uma prestação de serviço um processo onde realmente haja participação, que leva em conta as necessidades dos clientes de maneira pragmática, sincera e simplificada. Não há espaço para todos os arquitetos viverem experiências grandiosas na arquitetura, como aprendemos nos projetos feitos na academia. Esta também não deve ser a prioridade da profissão. Os arquitetos devem ser preparados para prestar um serviço útil aos usuários, descomplicado quando deve ser. Por isso, tem que aprender novas maneiras de pensar o espaço e quem vive neles, os espaços já construídos também. Aliás, este é um nicho de grande potencial. O Manual de instruções é uma ideia genial. Fazemos a consultoria, ouvimos e damos dicas, desenvolvemos ideias e se tudo estar de acordo fazemos um documento sem valor jurídico, des...
Comentário sobre o filme: " O homem ao lado" O filme conta uma estória comum, cotidiana. Um vizinho que resolve construir uma janela de frente para nada menos que a única obra de Le Corbusier em toda a América. A estória entra no domínio do conflito social e simbólico que perpassa pela vida dos personagens. A casa é toda permeada por rampas e vidros e no entanto, não parece ser convidativa às relações interpessoais. Isto aparece de maneira subliminar no filme, onde a filha do casal proprietário da casa, vive sempre isolada. De maneira também não evidente é produzido uma crítica social, onde os símbolos de uma classe l são escancarados no zelo pelo que parece representar à cultura de uma elite, letrada, intelectual e rica. Esta mesma classe social representada nas figuras de Leonardo e da família (donos da casa), discursa pela democracia e a leis, proclamam a igualdade de direitos mas vivem em privilégios e confortos variados, em um isolamento (uma bolha) social, desprezand...
Comentário sobre o texto: "Arquiteto sempre tem conceito, este é o problema" O texto em questão levanta algumas reflexões sobre a profissão do arquiteto. Qual deve ser o seu papel dentro da construção do espaço urbano e sua relação com os clientes. Ao posicionar o arquiteto dentro de um "campo discursivo e simbólico", demonstra a inadequação da profissão, nos atuais moldes, à auto construção, que pressupõe necessidades e soluções mais objetivas quanto ao uso e ao processo construtivo. Também demonstra que a lógica das decisões no projeto arquitetônico está muito mais imbuída da racionalização e dos preceitos  que o mercado e o discurso dominante exige do que das verdadeiras necessidades dos clientes. A Arquitetura enquanto instrumento de previsão do que deve ser, não leva em conta o "gosto das necessidades", ou a construção de acordo com demandas especificas dos usuários e suas possibilidades financeiras, ao contrário, estabelece um conceito que se so...
Entrei para o curso de Arquitetura e Urbanismo sem ter uma ideia clara do que deveria esperar. Na verdade achava que seria um curso mais centrado em questões estéticas do que técnicas. Mesmo assim, sendo graduado em um curso na área de humanas e sendo um admirador da arte em geral, optei por algo mais plástico, talvez mais transmutável para o real, que fugisse das meras abstrações e divagações do meu curso anterior (História). Na realidade aprendi (mas ainda falta muito) aspectos da técnica que contribuem para a estética, mas também divaguei em números que nunca vou usar. Sinto falta no curso de aprender mais como "pintar o corpo que criamos", embelezar as obras, deslumbrar os clientes. Talvez seja mais uma falha minha que do curso. Minhas maiores dúvidas sobre o curso é como vou lidar na vida profissional. Será que terei talento suficiente? Será que terei paciência para "invernar" em projetos? Será que vou lidar bem com as burocracias da profissão?